O que NÃO FAZER para ajudar a adaptação do bebê no berçário?

Vai colocar o bebê no berçário esse ano? Como ajudar seu filho a se adaptar na escolinha? O que você deve evitar? Como se planejar e ajudar na adaptação do bebê?

Crédito: John Lund/Stephanie Roese (Getty Images)
Crédito: John Lund/Stephanie Roese (Getty Images)

Na contramão da enxurrada de posts que falavam sobre o que fazer para ajudar na adaptação do bebê ao berçário, resolvi escrever o que NÃO FAZER, já que minha experiência não foi boa. E sendo mais honesta, foi um fracasso mesmo. Mas é com os erros que a gente aprende. E se os seus erros puderem ajudar outras mães à acertarem, melhor ainda.

1) NÃO escolha a escola apenas por proximidade de casa, ou pelos recursos educativos que ela tem: 

A escola pode ter um super programa pedagógico, que ensina inglés, françês, alemão. Até os 2-3 anos o programa não tem tanta importância.

O principal na primeira escola, é o acolhimento que eles oferecem para a criança, o cuidado, a atenção, o número de professoras por aluno. Mais importante ainda é perguntar como é o período de adaptação que a escola propõe. Se eles deixam a mãe ficar junto ou não, se o tempo que a mãe pode ficar é livre ou se é pré-estabelecido. Seu filho pode precisar de você mais tempo, e você não vai querer abandoná-lo por uma norma da escola.

2) NÃO deixe para última hora: 

Às vezes a gente quer segurar o o bebê em casa o máximo de tempo possível, e coloca na escola na última semana da licença maternidade, ou a última semana que sua mãe vai te ajudar a ficar com ele.

Como você já sabe, as crianças são imprevisíveis e as coisas de última hora costumam não funcionar. O bebê irá demorar um pouco para se adaptar. Depende da idade o processo pode demorar mais ou ser mais rápido.

Normalmente até os 9-10 meses os bebês estranham menos as outras pessoas. A partir de um ano, demoram mais para sentir segurança ou confiança nas pessoas que não são familiares. A ansiedade da separação entre os 10 e 18 meses pode dificultar um pouco a adaptação. Tenha Paciência.

Reserve pelo menos entre 15-30 dias para ficar à disposição do seu filho na escola.

4) NÃO o leve para escola se ele estiver doente:

As doenças na escola serão comuns e frequentes. Mas às vezes um simples resfriado pode deixar a criança mais sensível, ainda que não esteja com febre pode ter dor de ouvido ou sentir-se mal. Isso aumenta a ansiedade da separação.

5) NÃO espere que a escola introduza uma rotina:

Semanas antes de começar as aulas você já deve ir estabelecendo uma rotina parecida com os horários da escola, para que ele não tenha mais esse fator para se adaptar.

Hora para dormir, hora para  acordar e hora para comer já devem estar na rotina da criança. O sono e a fome são outros fatores que irritam a criança e aumentam a ansiedade de separação. Tente deixá-lo bem humorado, descansado e bem alimentado no horário que vai entrar na escola.

6) NÃO coloque seu filho para escola se ele ou se você não está preparada: 

Por último e mais importante. É claro que é muito difícil uma mãe estar preparada para isso, mas esteja convencida e segura de que essa foi a melhor alternativa que você encontrou.

Se você pensa que ele estará melhor cuidado em casa, por uma babá, pelos avós, ou por você mesmo se você ainda puder ficar com ele, não o coloque na escola agora.

Essa história de que criança precisa socializar, ter amigos, serve para depois dos 2 anos. Até lá você pode levá-lo no parquinho, na natacão, aulinha de música, lugares em que a socialização é feita junto com você e de maneira mais lenta.

Se a escola é a única alternativa que você tem, não se culpe por não poder ficar com ele. Seja firme. Tente compensar sua ausência aproveitando melhor o tempo e dedicando-se exclusivamente à ele quando estiverem juntos.

Volte para contar como foi a adaptação do seu bebê no berçário ou na escolinha.

Boa Sorte,

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Dra. Fernanda Freire

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